Mostrando postagens com marcador Revolução de 1932. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revolução de 1932. Mostrar todas as postagens

sábado, 22 de agosto de 2020

Capacete de Desfile do Regimento Naval (1924-1932)

Capacete de Desfile do Regimento Naval (1924-1932):


Ao longo dos anos, o Corpo de Fuzileiros Navais recebeu diversas denominações: Batalhão de Artilharia da Marinha do Rio de Janeiro, Corpo de Artilharia da Marinha, Batalhão Naval, Corpo de Infantaria de Marinha, Regimento Naval e finalmente, desde 1932, Corpo de Fuzileiros Navais (CFN).

Ao se aproximar o fim da Primeira República, momento de intensas agitações e surgimento de novas ideologias políticas, com destaque para o Positivismo e o Socialismo, a presença do Batalhão Naval neste cenário foi evidenciada em alguns acontecimentos marcantes do país, como a Revolta dos Marinheiros (1910), o Movimento Tenentista (1922) e a Revolução Paulista (1924).
A Revolta dos Marinheiros, mais conhecida como “Revolta da Chibata”, que ganhou força após a “Campanha Civilista” de Rui Barbosa, resultou da insatisfação das praças da MB com os abusos cometidos pelos oficiais em relação à aplicação de punições. O Batalhão Naval atuou como sufocador do movimento, que ocorreu nos Encouraçados “Minas Gerais” e “São Paulo” e no Scout “Bahia”, sob a liderança do marinheiro João Cândido, denominado pela imprensa de “Almirante Negro”. Logo após este episódio, alguns membros do próprio Batalhão Naval se revoltaram, mas, devido às avarias da Ilha das Cobras e à falta de logística, não obtiveram o apoio necessário e foram facilmente dominados. Morreram em combate 26 Fuzileiros Navais.

O Movimento Tenentista, que teve como marco inicial o fechamento da Escola Militar da Praia Vermelha e a abertura da Escola Militar de Realengo (medida que tornava a profissão menos política), consistiu na indignação da jovem oficialidade em relação à hegemonia política e oligárquica, sustentada pelas fraudes eleitorais e apoiada pelos oficiais superiores. Após a prisão do ex-Presidente da República e presidente do Clube Militar, Marechal Hermes da Fonseca, o movimento ganhou corpo e culminou com um clima de insegurança na capital nacional. O atual Corpo de Fuzileiros Navais atuou como força de defesa, deslocando suas companhias para locais estratégicos como o Palácio do Catete e o Quartel-General do Exército.

Neste cenário, vale salientar que novamente a Fortaleza da Ilha das Cobras foi atacada. O outro cenário onde o Batalhão Naval esteve presente foi na Revolução Paulista de 1924, que buscava a deposição do presidente Arthur Bernardes e a implementação do voto secreto. O Batalhão movimentou dois destacamentos para São Paulo, um de infantaria e outro de cavalaria, que durante quase todo o mês de julho daquele ano esteve em poder dos revoltosos.

Com o fim do conflito e a vitória das forças do governo, o Batalhão Naval passou por outra mudança. Por intermédio do Decreto n° 16.717, de 24 de dezembro de 1924, criou-se o Regimento Naval, com efetivo de 1500 homens e com a implementação da comissão de promoção de oficiais, que seria feita diretamente pelo governo.


A ERA VARGAS (1930-1945)

A presença do Regimento Naval, no período em que o gaúcho Getúlio Vargas esteve no poder, foi de
suma importância para a história política nacional, uma vez que na década de 20 o país passava por uma grande agitação política. A Revolução de 30 e a Revolução Integralista foram os momentos nos quais mais se observou a presença do atual Corpo de Fuzileiros Navais.

Segundo alguns historiadores, a Revolução de 30 foi causada pela quebra da política do “café com leite”. Washington Luís, que representava o governo de São Paulo, indicou à presidência outro político do mesmo estado, Júlio Prestes, contrariando o acordo. Os mineiros, irritados com tal situação, uniram-se ao Rio Grande do Sul e à Paraíba, gerando a Aliança Liberal e lançando a candidatura de Vargas e João Pessoa à presidência e vice-presidência, respectivamente. A Aliança Liberal não aceitou a vitória de Júlio Prestes, alegando um processo eleitoral fraudulento. Com isso, forças militares depuseram o presidente Washington Luís e colocaram Getúlio Vargas no poder.
Neste contexto, o Regimento Naval atuou basicamente em um episódio que ocorreu no sul do país. Devido à força da revolta, que se iniciou no Rio Grande do Sul, o governo de Santa Catarina pediu reforço para o Comando da Divisão Naval, o qual enviou, a partir do dia 6 de outubro, homens sob a liderança dos Tenentes Guilherme Borges e José Severino dos Santos. Todavia, o contingente desembarcou, efetivamente, em Joinville, pois a cidade estava sem forças de defesa suficientes. No dia 8 de outubro, iniciou-se um intenso conflito nas ruas da cidade e, durante o enfrentamento, os Sargentos Santino José de Queiroz, José Joaquim de Araújo, Clemente Sabino Marques e José Donato Barbosa assumiram o controle da situação, já que os Tenentes foram aprisionados pelos revoltosos. Vale ressaltar que, no princípio, as forças do Batalhão Naval e do Exército enfrentaram-se duramente e, posteriormente, com a adesão da MB à Revolução de 30, os fuzileiros foram alocados em unidades do EB. Infelizmente, neste episódio, seis fuzileiros morreram, entre eles o Sargento Santino, e 13 ficaram gravemente feridos.

Na madrugada de 11 de maio de 1938, durante um período conhecido como “Estado Novo”, iniciou no país o episódio chamado de Rebelião Integralista. Sob a liderança de Plínio Salgado, revoltosos marcharam em direção ao Palácio da Guanabara, onde residia o Presidente e sua família, ao Ministério da Marinha e a residências oficiais dos Chefes dos Estados-Maiores da Armada e do Exército. A defesa dos edifícios era composta por militares do Regimento Naval e, a princípio, foi desfavorável, já que alguns integralistas alcançaram o interior do Palácio. Após ação conjunta entre o Regimento Naval e a Polícia Especial (tropa de confiança do Presidente), os revoltosos foram momentaneamente controlados. A partir daí, os integralistas voltaram suas atenções para o prédio do Ministro da Marinha, visando barrar o eventual deslocamento das tropas navais em defesa do governo. O Imediato do Regimento Naval, o Capitão-de-Fragata (FN) Arthur de Freitas Seabra, resolveu agir imediatamente, enviando o 2° Batalhão, comandado pelo Capitão-de-Corveta (FN) José Augusto Vieira, para a invasão do Ministério da Marinha. Por volta das seis horas da manhã, o levante estava controlado e, após pesadas baixas devido à colocação de metralhadoras no topo do edifício por parte dos revoltosos, o Ministro Vice-Almirante Henrique Aristides Guilhem, os Almirantes Castro e Silva e Graça Aranha estavam a salvo.

Fonte: http://www.redebim.dphdm.mar.mil.br












segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Medalha MMDC

A “Medalha MMDC” é uma comenda, oficializada pelo Decreto Nº 40087, de 14 de maio de 1962, do Governo do Estado de São Paulo.





A Medalha “MMDC”, foi criada com o fim de galardoar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que por seus méritos e serviços relevantes prestados à São Paulo e ao culto da Revolução Constitucionalista de 1932, se tenham tornado pessoas dignas de especial distinção.


O nobre significado da sigla “MMDC”, deve-se às iniciais dos nomes dos quatro estudantes, Martins, Miragaia, Drausio e Camargo, que reivindicando para o povo brasileiro uma Constituição que visasse um Estado Democrático de Direito, no dia 23 de maio de 1932 na Praça da República – SP, acabaram por serem baleados por parte do governo ditatorial e faleceram. O sangue destes quatro heróis, culminou na guerra denominada “Revolução Constitucionalista de 32” e trouxe bons reflexos à toda nação, pois em data subseqüente (1934) o Governo promulgou uma Carta Constitucional assegurando direitos e garantias individuais a todos os brasileiros.





terça-feira, 15 de agosto de 2017

Cinto Cartucheira do Exército Brasileiro

Cinto Cartucheira do Exército Brasileiro:
(Anos 20-30)


Estamos pesquisando se foi usado nas Revoluções de 1930 ou 1932.












terça-feira, 2 de maio de 2017

Par de Cunhetes do Morteiro Médio 81 mm Brandt - M/931 e M/937

Par de Cunhetes do Morteiro 
Médio 81 mm Brandt - M/931 e M/937:


Foram usadas pelo Brasil nos Anos 30-40.





Brasão da República Brasileira:


As tampas abrem em duas fases, sendo que na primeira 
há esperas para o condicionamento de fusíveis dos projéteis. 












O Morteiro Médio Antecarga 81 mm (Mrt Me Acg 81 mm) é uma arma de tiro indireto, adequada ao emprego em todos os tipos de combate, especialmente como apoio de fogo às unidades de infantaria, cavalaria, paraquedistas e àquelas que operam com viaturas blindadas de transporte de pessoal (VBTP). O morteiro está capacitado a atirar com munições calibre 81 mm, dos tipos alto-explosivas, fumígenas e iluminativas.



É composto de tubo-canhão, placa-base e reparo-bipé e tem como principais características: o peso total menor que seus antecessores nacionais, o que possibilita grande flexibilidade de emprego, fácil manejo e rapidez nas mudanças de posição; é extremamente preciso e tem a capacidade de operar em elevadas cadências de tiro, assim como em condições topográficas adversas.


Versão Portuguesa:
(Coletada na Internet)



 


Referência do Manual à venda na MP Militaria:


Manual “O Tiro da Secção de Morteiro de 81mm” autografado pelo autor capitão Pavel, publicado em 1941, ilustrado. Publicação autorizada pelo Estado Maior do Exército no boletim interno nº13 de 24/7/1941.



Autor: Capitão Pavel.
Gráfica Guarany.
Publicado em 1941.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

WW2 French Puttee ("Percintas" usado na Revolução de 1932)

Há muito anos achamos este par de "cobre canelas" aqui no Brasil. Não sabia a origem. 







Comparei com um par que eu tenho da Primeira Guerra chamado "US Army Spiral Puttee" e são ligeiramente diferente no tecido, cor e o modelo dos EUA possui carimbos. 

Modelo dos EUA:









Coloquei lado a lado do modelo italiano e este último tem cor diferente:




Modelo Britânico da Primeira Guerra:





Modelo Britânico da Segunda Guerra:


Modelo Japonês da Segunda Guerra:



Também comparei com um modelo francês que eu 
tenho da Primeira Guerra, mas este é mais azulado (Horizon Blue Puttees Legwraps):



O modelo francês do início da Segunda guerra é o mais parecido! 



Os austríacos na Primeira Guerra também usaram, 
bem como as unidades de montanha da Alemanha:


Chineses:


Como veio parar aqui no Brasil? 
Missão Francesa?

Alguns oficiais brasileiros usaram nas Revoluções de 1930 e 1932.


Segundo um amigo e colecionador especializado na Revolução 1932, parece que foi encaminhado pelo EUA, numa pequena compra de equipamento que São Paulo fez deles. Também pode ter sido oriundo da França, porque também compraram armamento deles, mas confirmo o fato de que uma pequena quantidade foi usada em 1932 pelos Constitucionalista.


Depois outro amigo informou que Brasil usou isso até os anos 40.
Está no RUPE, chamado de "Percintas".

Pesquisando e contatando as pessoas certas houve então uma solução aos meus questionamentos.

Na minha opinião final, a origem é francesa, usado por algum soldado ou oficial na Revolução de 1932.