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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Cobertura do 1º Batalhão Ferroviário (1º B Fv) - Anos 30-40

Cobertura de um soldado do 1º Batalhão Ferroviário (1º B Fv), 
unidade secular da Engenharia do Exército Brasileiro - Anos 30-40:


Um pouco de história:


O 1º Batalhão Ferroviário, unidade secular da Engenharia do Exército Brasileiro, tem suas origens no Batalhão de Engenheiros 1855, ainda no Império. Em 24 de abril de 1889, na cidade de Cachoeira do Sul (RS), o Batalhão teve a sua primeira sede, quando recebeu a denominação de 2º Batalhão de Engenharia, e seu primeiro Comandante, o Tenente-Coronel Antônio Alves Pereira Salgado.


Nesses 164 anos de história e conquistas, possui, ainda, um acervo invejável de obras de engenharia que permitiram desenvolver a Região Sul por trilhos e, mais recentemente, lançando-se na construção de rodovias, aeroportos, portos e obras de arte de engenharia (pontes e viadutos).


Em Lages desde março de 1971, sendo essa cidade a que permaneceu como sede por mais tempo, o 1º B Fv sempre participou da “vida” cotidiana da cidade e da Região Serrana Catarinense, por vezes sendo a única mão amiga em situações de catástrofes naturais.


segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Uniforme de Aluno do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) - 1922

Uniforme de Aluno do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), usado em 1922:

A foto é do AA (Antigo Aluno) Nero Moura (comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça na Segunda Guerra, ex Ministro da Aeronáutica e Patrono da Aviação de Caça do Brasil) no mesmo ano, usando esse modelo de uniforme com dragonas de parada que podiam ser colocadas na vestimenta em ocasiões especiais:







Theobaldo Antonio Kopp, veterano do 1º Grupo de Aviação de Caça na Itália durante 
a Segunda Guerra Mundial e um amigo caminhando no Rio de Janeiro:



Uniforme de 1° Sargento Aviador da Aviação Militar do Exército

Raro uniforme de 1° Sargento Aviador da Aviação Militar do Exército, pré criação da Força Aérea Brasileira em 1941. Depois todos esses suboficiais pilotos foram promovidos a oficiais aviadores da FAB.








quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Quepe de Soldado de Cavalaria - Exército Brasileiro - 1933-1942

Quepe de Soldado de Cavalaria - Exército Brasileiro - 1933-1942:


Nome do soldado:  Paulo Nogueira Neto. 

Nasceu em São Paulo, 18 de abril de 1922. Era filho de Regina Coutinho Nogueira e de Paulo Nogueira Filho (era advogado formado pela USP, foi deputado federal, sendo o segundo mais votado em São Paulo, e participou ativamente da cena política na primeira metade do Século 20. Foi veterano da Revolução de 1932, sendo promoveu a formação da Guarda Paulista, que dias depois se transformaria em "MMDC", tendo sido um dos primeiros diretores da organização clandestina que foi uma das responsáveis pela articulação do levante armado contra a ditadura de Getúlio Vargas).

Ainda nos tempos de estudante, no tempo da 2ª Guerra Mundial, fez o seu serviço militar voluntariamente, como soldado raso de cavalaria. Pediu por escrito para ir no Corpo Expedicionário brasileiro, mas não foi atendido.

"Fiz serviço militar aos 16 e 17 anos, em 1938, como soldado raso de cavalaria, no Pelotão Quadro do 4º Esquadrão do 2º Regimento de Cavalaria Divisionária. Caí 11 vezes do cavalo. Participei de cargas de cavalaria em terrenos desconhecidos por nós, perto do atual Aeroporto de Congonhas. Essas cargas eram coisa ultra-emocionante. Não se realizam mais, neste mundo mecanizado. Fazíamos também outros exercícios algo arriscados, como o “em terra e a cavalo”. Em pleno galope, segurando no arreio, pulávamos em terra e com impulso voltávamos ao cavalo. Havia riscos. Na turma anterior à minha morreu um soldado. Aprendi porém a enfrentar o medo, o que muito me valeu na vida. As atividades no quartel começavam diariamente às 5 horas da manhã, horário que não me deixou saudades." - Livro: "Diário de Paulo Nogueira Neto".

Em 1945 tornou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Depois fez o curso de História Natural , na Faculdade de Filosofia e Letras da USP. Foi deputado federal e participou ativamente da cena política brasileira na primeira metade do século XX. Estudou no Ginásio de São Bento, em São Paulo. Em 1937, ainda adolescente, fundou com seu irmão José Bonifácio, um jornal mensal que sobreviveu até 1940. Como estudante, tomou parte ativa na luta contra o Estado Novo. Ele se tornou um dos maiores ambientalistas do pais, e foi inclusive secretário especial do Meio Ambiente, órgão vinculado ao Ministério do Interior, com prerrogativas de ministro, de 1973 a 1985, nos governo Ernesto Geisel e João Figueiredo. Este cargo equivale atualmente ao de ministro do Meio Ambiente. Morreu há pouco, em fevereiro de 2019. 

RIP - Jamais serão esquecidos!




Decreto nº 22.817, de 12 de Junho de 1933:

"As praças (sargento, cabos e soldados) usarão os botões com o Cruzeiro do Sul, com uma cercadura de 21 estrêlas."






Essa estrela poligonal é do Reg Cav divisionária 
(o RUPE dr 1931 fala dele), tal como ele descreve:



Agradecemos a grande ajuda do nosso amigo e colaborador, Ricardo Albuquerque.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Quadro “Os Pioneiros do Correio Aéreo”

Com autorização do pintor - Quadro “Os Pioneiros do Correio Aéreo” do Cel Estigarríbia:


Quadro “As águias chegaram”

Com autorização do pintor - Quadro “As águias chegaram” do Cel Estigarríbia sobre a Aviação Militar do Exército:


sexta-feira, 12 de julho de 2019

Medalha do Cinquentenário da Proclamação da República - 1939

Medalha do Cinquentenário da Proclamação da República - 1939:


Medalha em prata comemorativa do cinquentenário da Proclamação da Republica, 
com a imagem do Marechal Deodoro e do Presidente Vargas.


Possui 32mm - 24,64gr de prata.

Foram cunhada 301 medalhas pela Casa da Moeda do Brasil e as concessões foram em 1940.

Catálogo das Medalhas da República - Kurt Prober - 23P - Página 97

O diploma da medalha foi concedido pela presidência da república com assinaturas impressas do Chanceler da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, do presidente da Ordem do Mérito Naval e do presidente da Ordem do Mérito Militar (o Ministro da Guerra Gen Dutra).

sábado, 6 de julho de 2019

"Manicaca"

"Manicaca" 
Vocês sabiam o que representa essa palavra na 
Aviação Militar do Exército pré-1941?


Ilustração do Fortunato no seu livro intitulado "De como vovô virou avestruz", dedicado aos netos dos veteranos da caça.

Nas fotografias, os então Cadetes Nero e Eudo, ambos veteranos do 1º Grupo de Aviação de Caça do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

Jamais serão esquecidos!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

segunda-feira, 10 de junho de 2019

AA Mario Quintana - Colégio Militar de Porto Alegre

AA Mario Quintana - Colégio Militar de Porto Alegre:


O ESPÍRITO MILITAR NO POETA MÁRIO QUINTANA 
Texto do Cel Cláudio Moreira Bento

Pouco conhecidas e divulgadas são as ligações do poeta Mário Quintana com a vida militar e a Influência desta em seu espirito e em sua vida.

Ele era neto do Capitão Médico Cândido Manoel de Oliveira Quintana, herói da Retirada de Laguna, na Guerra do Paraguai, e chefe do Serviço de Saúde da tropa que participou daquela épica operação militar. 

Ele e o Capitão Médico Dr. Manoel de Aragão Gesteira, ao lado do qual foram depositados seus restos mortais no Monumento aos Heróis de Laguna e Dourados, na Praia Vermeha, no Rio, foram os dois heróis que resistiram até ofim da Retirada, dos 12 médicos que iniciaram aquela operação militar, imortalizada internacionalmente, em francês, na pena de Alfredo de Taunay. 

Eles prestaram desvelada e comovente assistência aos coléricos da coluna. Coluna da qual participou como artilheiro o porto alegrense João Thomaz Cantuária, ilustrado soldado que comandou a 3a Região Militar em 1896, com a missão de consolidar a Paz de 93 firmada em Pelotas. 

Foi Ministro da Guerra a seguir. Em 1898 foi o primeiro Chefe do Estado-Maior do Exército, órgão criado pelo filho de Bagé Marechal João Nepomuceno Medeiros Mallet como Ministro da Guerra, e filho do heróico Marechal Emílio Mallet, patrono da Artilharia do Exército. 0 marechal Cantuária é denominação histórica da 6a Região Militar, por iniciativa do Gen Div João Carlos Rotta quando comandante daquela região em Salvador,, o qual como comandante da 3a Região Militar teve a iniciativa de criar e nos encarregar de desenvolver o Projeto História do Exército no Rio Grande do Sul que já conta com 13 livros publicados. Entre eles, merece destaque a História da 3a Região Militar, criada junto com o atual Estado do Rio Grande do Sul em 1807 e que completarão em 2007, 200 anos de existência.

Terminada a Guerra, o Capitão Manoel Quintana chegou em Alegrete incorporado ao 3o Regimento de Cavalaria, Unidade Militar que, terminada a Guerra do Paraguai, lá permaneceu até 1876 e que, por transformações, fusões e denominações posteriores, aquartelado em Jaguarão, resultou no atual Regimento Osório, de Porto Alegre. 

O Dr. Quintana passou a residir e a trabalhar na Enfermaria Militar de Alegrete, ali vivendo até falecer, e onde deixou sua descendência e, nela, o hoje seu neto famoso Mário Quintana.

O General Alberto Martins da Silva biografou o Capitão Quintana em seu livro Cândido Manoel de Oliveira Quintana (Brasília: Thesaurus Ed. 2002), resumindo na 4a capa a projeção, a seguir, do heróico avô do poeta Mário Quintana: "O Capitão médico Cândido Mariano de Oliveira Quintana, herói da retirada da Laguna, nascido no Rio de Janeiro, no ano de 1829, foi integrante da Coluna Expedicionária formada para combater a invasão paraguaia de Mato Grosso, participando da famosa Retirada da Laguna. Enfrentou, na onga caminhada, a fome, as doenças e a falta de medicamentos, com coragem, estoicismo e patriotismo. Na vida civil radicou-se em Alegrete, tendo sido o tronco de grande família que ali construiu. Hoje seu restos mortais repousam no monumento aos Heróis de Laguna e Dourados, na cidade do Rio de Janeiro".

Mário Quintana nasceu em 1906, cerca de 18 anos depois do falecimento de seu heróico avô. E muito aprendeu sobre o avô com o seu pai farmacêutico, que também o alfabetizou usando como cartilha o jornal Correio do Povo.

E foi influenciado pelas histórias de seu heróico avô na Retirada da Laguna, na Guerra do Paraguai, e mais as da Revolução de 93 em Alegrete, como a Batalha de Inhanduí e a tomada e incêndio da ponte do Ibirapuitã. Nesta época, dos 13 aos 19 anos, de 1919 ao início de 1924, adolescente, o poeta Mário Quintana cursou, como interno contribuinte, o Colégio Militar de Porto Alegre, no Casarão da Várzea.

E ali acompanhou o desenvolvimento de um período revolucionário, as revoluções de 1922, 1923 e 1924, com fortes repercussões no Corpo de Alunos, e que envolveram, como a de 93, mais duas vezes, expressivamente, seu berço natal: Alegrete. 

Foi no Colégio Militar de Porto Alegre que o poeta iniciou sua carreira literária como colaborador de sua histórica revista Hyloea.

E no Colégio Militar de Porto Alegre ficaram os seguintes registros burocráticos de sua passagem por ali, em sua adolescência, segundo dados fornecidos pelo Museu Casarão da Várzea, através do Cel Araújo e do já citado Cel Caminha, professor de História daquele Colégio Militar.

"Em 1°de abril de 1919, satisfeitas as exigências regulamentares, Mário Miranda Quintana foi incluído no Colégio Militar de Porto Alegre como aluno interno contribuinte e classificado no 1o ano.
Em Dezembro, nos exames finais, foi aprovado plenamente: com grau 8 em Francês, grau 7 em Português, grau 6 em Aritmética, e simplesmente com grau 5 em Geografia e Desenho, tudo do primeiro ano. 

Nos exames práticos foi aprovado plenamente com grau 7 em Ginástica (hoje Educação Física) e simplesmente com grau 4 em Infantaria. 

Em 1° de abril de 1920, foi transferido da 1a Companhia para a 2a, por conveniência do serviço. 

Em 20 de abril foi promovido a cabo de Esquadra de Infantaria, para o Batalhão Colegial. 

Em dezembro, nos exames finais foi reprovado em Desenho e aprovado simplesmente com grau 4 em Português e Aritmética e Geografia. 

Em 1921, nos exames de 2a época, foi reprovado em Desenho. Em setembro, a pedido de seu pai, Celso de Oliveira Quintana, foi desligado do Colégio Militar. 

Em abril de 1922 foi reincluído como aluno interno contribuinte. 

Em dezembro, nos exames finais, foi reprovado em Álgebra e Geografia e aprovado plenamente com grau 4 em Aritmética, plenamente com grau 7 em Português e com grau 8 em Francês. 

Em março de 1923, nos exames de 2a época, foi reprovado em Álgebra e aprovado simplesmente com grau 5 em Geografia. 

Em dezembro, nos exames finais, foi reprovado em Álgebra do 3o ano. 

Em 28 de janeiro de 1924 foi desligado do Colégio Militar de Porto Alegre, conforme pedido de seu correspondente."

Foram seus contemporâneos de 1919 a 1923 no Colégio Militar dois ex- presidentes da República, Ernesto Geisel e Emílio Garrastazu Medici, e um vice-presidente, Adalberto Pereira dos Santos.

Um pouco antes de ele ingressar no Colégio Militar ali se formaram os futuros presidentes Arthur da Costa e Silva e Humberto de Alencar Castelo Branco. 

O presidente Eurico Gaspar Dutra estudou um ano no Casarão da Várzea, ao tempo em que ali funcionou a Escola de Guerra, o presidente Getúlio Vargas não estudou no Casarão da Várzea e sim em Rio Pardo na Escola Preparatória e Tática do Rio Pardo, na virada do século 19 para o século 20, conforme abordamos no livro Escolas Militares de Rio Pardo 1856/1911. (Porto Alegre; AHIMTB/IHTRGS. Metrópole, 2005), porém ali serviu como Praça no 25° BI, após ter sido desligado daquela Escola. 

Obra em parceria com historiador Cel Caminha. Nele desfizemos dúvidas relacionadas com o injusto desligamento de Getúlio Vargas daquela Escola, junto com outros 19 companheiros, por culpa da atuação de um inábil e imprudente instrutor, cuja ação levou a serem punidos 100 alunos dos 200 da Escola. 

Instrutor assim julgado por antigos alunos que atingiram os mais altos postos e projeção no Exército, como os marechais Mascarenhas de Morais, Pantaleão Pessoa e César Obino, os dois últimos também punidos. 

Mascarenhas de Morais, já havia ido para a Escola da Praia Vermelha e Pantaleão Pessoa pertencia a outra companhia que não foi envolvida no incidente.

Mário Quintana foi obrigado por motivos de saúde a desligar-se do Colégio Militar em janeiro de 1924. 

Em 1930 surgiu-lhe nova oportunidade de retornar à vida militar. Apresentou-se como voluntário no 7o Batalhão de Caçadores, atual 7o Batalhão de Infantaria Blindado - Batalhão Gomes Carneiro, Santa Cruz do Sul, que se encontrava em Porto Alegre em 3 de outubro de 1930, atendendo ao apelo: "0 Rio Grande de pé pelo Brasil!". 

E seguiu para o Rio de Janeiro, via ferroviária, para apoiar a derrubada do presidente Washington Luiz e a consolidação da Revolução de 30 na capital federal.

Na capital, permaneceu por cerca de 6 meses como soldado da Revolução de 30, retornando em 1931, onde retomou, em Porto Alegre, a sua consagrada carreira de poeta. 

Em 1978 ele retornou ao Rio de Janeiro representando a sua família nos atos de translado de seu heróico avô de Alegrete para o Rio de Janeiro, onde nascera, e para ser colocado, com pompa e circunstância, no Monumento dos Heróis da Laguna, na Praça General Tibúrcio na Praia Vermelha.

Na ocasião fez entrega às autoridades que organizaram a cerimônia, de toda a documentação militar do avô, conservada com orgulho por sua descendência.

E o poeta acompanhou todo o cerimonial de translado desde Alegrete, passando por Porto Alegre e até o Rio de Janeiro, a bordo de um avião da FAB.

E se hospedou com toda a Comissão encarregada do trabalho no Hotel do Clube Militar na Lagoa, tendo mencionado que possuía grande orgulho da participação do avô na Retirada da Laguna, mas que até então desconhecia a sua consagração pelo Exército Brasileiro com um de seus heróis.

O translado contou com todo o apoio da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, no comando do General Ivan de Souza Mendes e foi idealizada, planejada e conduzida pelo Major Médico Dr. Alberto Martins, aluno daquela Escola de Altos Estudos Militares e hoje General Alberto Martins da Silva, o historiador do Serviço de Saúde do Exército e acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB), onde ocupa a cadeira General Aurélio de Lyra Tavares. Este, foi Ministro do Exército, embaixador do Brasil na França e acadêmico da Academia Brasileira de Letras (ABL) e que, certa feita, foi visitado pelo poeta em campanha para ingressar na citada ABL.

 contou-nos o acadêmico General Lyra Tavares que ele recebeu o poeta com imensa satisfação. E que na ocasião sua senhora, filha de Cachoeira do Sul, preparou-se para receber o poeta com um café e um prato de sonhos, tradição gaúcha. 

E ao passar o prato de sonhos ao poeta ele se saiu com esta tirada:

- "Muito obrigado, minha senhora. Como eu, um poeta, 
poderia comer sonhos? Seria um sacrilégio?"

Mas o poeta não foi aceito pela Academia Brasileira de Letras, 
circunstância que teria lhe provocado a seguinte reação:

-"Eles passarão! Eu, passarinho!". 

Em realidade é indiscutível a merecida fama do poeta passarinho, em comparação com as dos que se opuseram ao seu ingresso na ABL.

De seus contatos com a vida militar por cinco anos como aluno do Casarão da Várzea, como soldado de Infantaria voluntário na Revolução de 30, das influências das histórias de seu avô na Retirada da Laguna e das revoluções de 93,23 e 24 que envolveram Alegrete, e ainda a de 30, em que foi soldado voluntário, conclui-se de seu espírito militar, sintetizado nesta sua afirmação (abaixo), ao lhe ser perguntado qual o epitáfio que gostaria de ver gravado em seu túmulo, ao que teria respondido:

"Mário Quintana"
"Tombou heroicamente em combate, ao comando do Marquês de Caxias, 
na conquista da Ponte de Itororó, em 6 de dezembro de 1868".

Jamais serão esquecidos!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Medalha de 10 Aniversário da Independência da Polônia

Medalha de 10 Aniversário da Independência da Polônia:
(Medal 10-lecia Odzyskania Niepodleglosci)


Medalha de bronze circular com suspensão cilíndrica lateralmente furada; o rosto do marechal Józef Piłsudski voltado para a esquerda, assinado "A V MILLER"; o reverso representando um plougher com arado, cuidando de um carvalho e removendo um cardo, simbolizando o trabalho de reconstrução da Polônia, e datado de "1918-1928". 

A medalha foi instituída por uma portaria do Conselho de Ministros datada de 27 de setembro de 1928 para comemorar o décimo aniversário do restabelecimento de uma Polônia independente. 




Foi concedido a militares profissionais e voluntários que tinham visto serviço militar ativo e àqueles que estiveram em serviço público e judicial por um período mínimo de cinco anos. 


O marechal Piłsudski comandou a Legião Polonesa na Primeira Guerra Mundial, tornou-se o primeiro chefe de estado de 1918 a 1922 e foi devolvido ao poder por um golpe de estado em 1926, servindo até sua morte em 1935.


segunda-feira, 27 de maio de 2019

Medalha Caxias - 1º Lugar Geral da Escola Militar do Realengo

Medalha Caxias:


Instituída pelo comandante da Escola Militar do Realengo (Cel. José Pessoa Cavalcante) para o aspirante que se classificou em 1º lugar geral é concedida apenas 1 por ano. Esta é o primeiro modelo ainda escrito no reverso Escola Militar (o modelo atual a inscrição é Academia Militar das Agulhas Negras). Foram concedidas apenas 20 medalhas.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Cruz de Independência "Panaiusk"

Cruz de Independência:
By "Panaiusk"

Cruz em Bronze dourado e Esmalte negro, 39,3mm, fita era soviética, esmaltes intactas. detalhes finos. Andrzej Paniusk Joalheiro de Vársovia é famoso por reproduzir as Cruzes Polonesas de reposição para os militares que perderam suas medalhas e cruzes originais desde dos anos 60.


Elas foram criadas em outubro de 1930, para honrar aqueles que lutaram pela independência da Polônia antes ou durante a II Guerra Mundial e durante as lutas que se seguiram entre 1918 e 1921, com exceção da guerra soviético-polonesa em território polaco. Também será concedido em 1938 para a reconquista do Zaolzie, Tchecoslováquia, parte do Ducado de Teschen (Cieszyn Silésia).


Esta distinção tem três categorias, a fita sendo idêntico:

- Cross Independência com espadas para os combatentes
- Cross Independência
- Medalha de Independência


Estas honras militares de grande prestígio, porque parcimoniosamente concedida pelo Presidente da República da Polônia: de acordo com Wanda Bigoszewska entre sua criação e de 1938, foram emitidas:

Cruzes com espadas: 1816
Cruzes sem espadas: 32.258
Medalhas: 51 735